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A Prosegur Security reforça a sua posição num setor de 50 mil milhões de dólares

A Prosegur Security consolidou a sua presença no mercado mais competitivo do mundo. Conversámos com Fernando Abós, CEO da Prosegur Security, sobre o modelo de Segurança Híbrida que está a impulsionar o seu crescimento a dois dígitos nos Estados Unidos.

“Os EUA já são o nosso principal mercado em rentabilidade.”

Fernando Abós
CEO, Prosegur Security

Os Estados Unidos tornaram-se um mercado estratégico para a Prosegur Security. Em apenas alguns anos, a empresa passou de uma presença meramente simbólica para se consolidar como um dos principais operadores de segurança privada no país. “Os Estados Unidos já são o nosso segundo mercado em vendas e o primeiro em rentabilidade e crescimento”, confirma Fernando Abós, CEO da Prosegur Security, que lidera a expansão internacional do grupo a partir de Miami.

Apenas o segmento que integra vigilância e tecnologia — o mesmo em que a empresa opera — movimenta cerca de 50 mil milhões de dólares e cresce acima da inflação. “É um mercado grande, com muito potencial e, sobretudo, atrativo para os investidores”, explica Abós. “A realidade é que estamos a ver um forte interesse dos private equities, com movimentos relevantes de M&A no setor. Isto reflete claramente a atratividade e a confiança que o mercado deposita na segurança privada como uma indústria com futuro.”

O executivo reconhece que o crescimento foi “extraordinário”, fruto de uma aposta decidida na integração tecnológica e num modelo operacional que redefine o papel do vigilante. Com essa premissa, a Prosegur Security consolidou um modelo de Segurança Híbrida que integra pessoas, tecnologia e dados, tendo o iSOC (centro de operações inteligente) como núcleo do sistema.

A Prosegur Security opera atualmente em 40 escritórios distribuídos pelo território norte-americano e o seu crescimento no país mantém-se em dois dígitos, contando já com mais de 6.000 colaboradores.

“O mercado americano recompensa quem faz bem. É um ambiente extremamente competitivo, mas também muito transparente e meritocrático. Ninguém te pergunta de onde vens, mas sim o que fazes e como o fazes.”

Pessoas, tecnologia e dados: os pilares do modelo híbrido

Nenhuma indústria escapa ao avanço da inteligência artificial e da tecnologia de dados. Nem mesmo a segurança privada, um setor tradicionalmente assente na presença física e na supervisão direta. Enquanto o mercado evolui para a automatização, a Prosegur Security optou por um modelo mais equilibrado, em que a tecnologia potencia — mas não substitui — o trabalho humano. “O vigilante conectado é o futuro da segurança privada. A tecnologia não substitui o fator humano, potencia-o”, defende Abós.

O resultado é um modelo operacional em que a tecnologia amplia o alcance da vigilância presencial e multiplica a sua eficácia. Sistemas ligados ao iSOC e soluções baseadas em IA e visão computacional processam informação em tempo real, permitindo antecipar riscos e reduzir a margem de erro. “Temos capacidade para antecipar incidentes, não apenas para reagir. Essa é a grande diferença face à segurança tradicional.”

O CEO insiste que a chave está na integração: “Quando uma empresa de retalho ou uma grande infraestrutura confia em nós, não quer contratar um fornecedor de sistemas de segurança nem uma empresa de vigilantes. Quer um parceiro que garanta continuidade operacional e proteção integral. E isso só se consegue unindo pessoas, tecnologia e dados sob a mesma lógica.”

“Estamos a implementar sistemas de analítica preditiva que permitem detetar padrões de comportamento anómalo antes de ocorrer uma incidência. A inteligência artificial e a aprendizagem automática já fazem parte da nossa operação.”

POPS: uma plataforma “hiperpersonalizável” criada por e para a segurança

A POPS é a principal aposta tecnológica da Prosegur Security nos Estados Unidos: uma plataforma própria que concentra a estratégia de segurança híbrida do grupo. Diferentemente de outras grandes empresas do setor, que utilizam soluções tecnológicas de terceiros, a Prosegur apostou em uma plataforma desenhada sob medida para o setor de segurança. “A plataforma é nossa. E, além disso, é hipercustomizável”, destaca o CEO.

“Se um cliente tem, por exemplo, 5.000 lojas nos Estados Unidos com um determinado padrão de furtos, podemos configurar a ferramenta para monitorar os indicadores e KPIs relevantes para o negócio e alinhar o serviço com sua operação específica”, explica Abós. Ele também ressalta que o valor dos dados vai muito além do acompanhamento operacional. “Toda a informação gerada no dia a dia alimenta nosso modelo híbrido e nos permite ajustar o modelo operacional de acordo com o risco real: reforçar recursos onde a incidência aumenta e realocá-los para áreas mais controladas. É um processo de melhoria contínua que torna o sistema cada vez mais inteligente e eficiente.”

“Falamos muito de pessoas, tecnologia e dados, mas a POPS permite-nos materializar isso no terreno.”

Um mercado que exige excelência

A expansão nos Estados Unidos obrigou a Prosegur Security a elevar ainda mais os seus padrões de qualidade e conformidade. Com um enquadramento regulatório extremamente rigoroso e uma concorrência feroz — o setor reúne entre 2.000 e 3.000 empresas distribuídas por todo o país —, a sobrevivência depende da agilidade para responder à mudança.

“Entrar nos Estados Unidos é compreender uma cultura empresarial muito exigente, onde os clientes esperam resultados mensuráveis desde o primeiro dia”, refere o executivo. A empresa investiu em licenças estaduais, certificações e programas de formação para a sua equipa local.

O resultado foi uma estrutura mais ágil e uma operação mais eficiente. “Conseguimos transferir o nosso modelo de sucesso na Europa e na América Latina, mas adaptado ao ritmo e às regras do mercado americano”, acrescenta Abós.

Uma parte relevante do crescimento resulta da diversificação setorial. A Prosegur Security posicionou-se em áreas como logística, retalho e centros de dados, desenvolvendo propostas à medida. “Não existe um único modelo de segurança”, afirma. “Cada indústria tem as suas particularidades. O valor acrescentado consiste em personalizar mantendo os níveis mais elevados de desempenho.”

A cultura de serviço como vantagem competitiva

A tecnologia, por si só, não é tudo. O CEO sublinha que o verdadeiro motor do crescimento tem sido a cultura de confiança e serviço que caracteriza a empresa. “A nossa prioridade é sempre a experiência do cliente. É um valor que partilhamos em todos os mercados onde operamos. A relação não termina quando instalas um sistema ou implementas uma equipa de segurança; começa aí.”

Essa cultura reflete-se também na forma de encarar a profissão. “O nosso modelo aposta em valorizar o ofício, dotando os profissionais de ferramentas que ampliam as suas capacidades e os ligam à tecnologia”, refere. O resultado é um vigilante mais preparado e resolutivo, capaz de tomar decisões informadas e de ampliar o alcance do serviço.

Nos Estados Unidos, onde a segurança tem um peso estratégico, o mercado reconhece e valoriza este enfoque diferenciador. “Quando fazes as coisas bem e entregas um serviço de qualidade, o mercado responde. Aqui a segurança é levada a sério e existe um verdadeiro reconhecimento pelas empresas que acrescentam valor”, conclui.

Rumo a uma segurança mais inteligente e humana

Para Abós, o desafio dos próximos anos será consolidar um modelo em que a inteligência artificial e a analítica preditiva convivam com o juízo humano. “A tecnologia ajuda-nos a ser mais eficientes, mas a confiança continua a depender das pessoas. Esse equilíbrio entre inteligência digital e inteligência humana é o que define a nossa visão da segurança do futuro.”

O crescimento nos Estados Unidos está longe de abrandar. A empresa planeia continuar a expandir-se para novas cidades e setores, apoiando-se na sua capacidade tecnológica e na sua reputação de fiabilidade. “Estamos em Nova Iorque, Los Angeles, San Francisco, Miami, Houston… A nossa ambição é ultrapassar as 100 cidades nos próximos anos”, conclui o CEO.