Com uma faturação recorde e o apoio da Prosegur Cash, a ChangeGroup está a redefinir o negócio do câmbio de divisas. A sua fórmula passa por manter o numerário como pilar, enquanto constrói um ecossistema digital para oferecer aos clientes serviços cada vez mais integrados.
O crescimento da ChangeGroup não é fruto do acaso. “O crescimento tem muito a ver com a relação entre a Prosegur Cash e a ChangeGroup”, assinala Láriz. A aquisição realizada em 2022 permitiu unir as forças de ambas as empresas: “A ChangeGroup tem um conhecimento profundo do turista. Conhecemos o setor, as necessidades do turista e os seus hábitos de despesa e consumo durante as viagens. E, do lado da Prosegur Cash, contamos com um grande grupo com presença internacional, que nos dá capacidade para crescer, tanto a nível técnico como financeiro”.
Essa sinergia permitiu à ChangeGroup expandir a sua rede para mais de 200 localizações em aeroportos como Singapura, Melbourne, Gatwick ou Las Vegas, além de pontos emblemáticos como Oxford Street, em Londres, os Campos Elísios, em Paris, Times Square, em Nova Iorque, ou a Puerta del Sol, em Madrid. “O mundo hoje está interligado. O turismo só pode ser compreendido a partir de uma perspetiva global”, sublinha Láriz. E acrescenta: “Os viajantes estão cada vez mais sofisticados. Planeiam melhor e com mais antecedência as suas viagens a partir de casa”.
O negócio de câmbio de divisas ganha peso dentro da Prosegur Cash. “A nossa presença dentro do grupo é cada vez maior”, admite Láriz. No entanto, o executivo considera que o verdadeiro valor da ChangeGroup não reside apenas nos números, mas em tornar-se a ponta de lança da inovação dentro do grupo.
“Nos próximos anos, vamos lançar soluções inovadoras de forma recorrente. A ideia é construir, sobre uma base digital, uma proposta de valor cada vez mais robusta para o cliente”, explica. A estratégia passa por renovar a oferta a cada seis meses, algo pouco habitual no setor tradicional do câmbio de divisas.
Longe de ver uma competição entre o numerário e os pagamentos digitais, Láriz defende a complementaridade. “Hoje é muito comum pagar em numerário, com cartão ou com telemóvel, pelo que não são métodos excluentes”, argumenta. E recorda que o negócio tradicional de câmbio “continua a crescer”.
Os métodos de pagamento digitais, que a empresa tem em desenvolvimento, irão manter o nível de segurança, simplicidade de utilização e transparência no câmbio que o numerário oferece atualmente.
“Pagar no destino com o nosso cartão habitual pode parecer muito conveniente, mas a realidade é que, em muitos casos, não sabemos a que taxa de câmbio estamos a pagar. Com os nossos produtos, o cliente saberá a taxa a que obtém a sua divisa antes de efetuar qualquer pagamento.”
Os planos da ChangeGroup para os próximos anos seguem duas linhas. Por um lado, continuar a reforçar a presença geográfica, consolidando mercados onde já opera e entrando em novos países. Por outro, manter o ritmo de inovação com lançamentos periódicos.
“Não procuramos uma grande disrupção, mas sim ir adicionando produtos complementares construídos sobre uma base digital”, explica Láriz.
Perante um cenário de crescimento do turismo e de expectativas mais elevadas por parte dos viajantes — ágil, tecnológico, mas consciente de que milhões de pessoas continuam a precisar de notas no bolso — a ChangeGroup ambiciona tornar-se um dos principais parceiros de serviços financeiros para viagens internacionais.